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Dourados,23/03/2026

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Tragédia em Caarapó reacende alerta sobre açudes abandonados nas aldeias indígenas

Jornalista Wilson Matos
Tragédia em Caarapó reacende alerta sobre açudes abandonados nas aldeias indígenas foto corpo de bombeiros e Elemir

A redação do Portal Indígena News MS recebeu, com profunda tristeza, a notícia de mais uma tragédia envolvendo criança indígena na região de Caarapó.


O menino Joedson Duarte, de aproximadamente 12 anos, estudante do 6º ano da Escola Municipal Indígena Nhandejara Polo, foi encontrado morto em um açude desativado na região do Mbokajá, na Aldeia de Caarapó. As circunstâncias indicam, preliminarmente, que o menino pode ter se afogado ao entrar na água.


A morte de Joedson reacende um alerta urgente para as comunidades indígenas, pais, lideranças e autoridades públicas sobre o perigo representado pelos açudes, represas e lagos abandonados dentro e próximos das aldeias.


O problema não é novo. Em 25 de novembro de 2025, duas outras crianças indígenas, de 11 e 15 anos, morreram afogadas em uma represa na aldeia Tey-Kue, também em Caarapó, conforme noticiado pelo portal G1. Segundo o Corpo de Bombeiros, os meninos estavam brincando na água e entraram em uma área mais profunda, perdendo o apoio dos pés.


 Risco constante nas aldeias


Durante o período de calor intenso, é comum que crianças e adolescentes procurem açudes e represas para se refrescar. Entretanto, muitos desses locais são desativados, sem qualquer tipo de sinalização, proteção ou vigilância.


Além do risco de afogamento, esses ambientes apresentam outros perigos:


  • Áreas profundas e irregulares;


  • Lodo e buracos que prendem os pés;


  • Presença de cobras, escorpiões e outros animais peçonhentos;


  • Falta de socorro imediato;


  • Ausência de cercas ou placas de alerta.



Esses fatores transformam os açudes abandonados em verdadeiras armadilhas silenciosas.


 Apelo às autoridades


O Portal Indígena News MS cobra das autoridades municipais, estaduais e federais:


  • Mapeamento dos açudes e represas desativados nas terras indígenas;


  • Instalação de cercas, placas e barreiras de segurança;


  • Ações de prevenção e educação nas escolas indígenas;


  • Apoio do poder público e dos órgãos responsáveis pela saúde indígena;


  • Programas de conscientização sobre riscos de afogamento.



A omissão do poder público diante de tragédias repetidas pode configurar negligência e violação do direito à vida e à proteção da infância indígena.


 Chamado às famílias e lideranças


Pais, mães, avós e responsáveis precisam redobrar a vigilância, orientando as crianças sobre os perigos desses locais. Lideranças comunitárias também podem ajudar organizando mutirões de conscientização e diálogo.


A proteção das crianças indígenas é uma responsabilidade coletiva. Cada vida perdida é uma ferida aberta em toda a comunidade.


A redação do Portal Indígena News MS manifesta solidariedade à família e à comunidade de Joedson Duarte, reforçando que tragédias como essa não podem se repetir.





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