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Dourados,23/03/2026

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PROTAGONISMO INDÍGENA:

PRIMEIRA MÉDICA TERENA DE DOURADOS REAFIRMA A FORÇA DOS POVOS ORIGINÁRIOS

Jornalista Wilson Matos
PROTAGONISMO INDÍGENA: Foto OTGD/Arquivo



A história dos povos
indígenas em Mato Grosso do Sul é marcada pela resistência, pela luta e pela
conquista de espaços historicamente negados. Em dezembro de 2025, mais um
capítulo foi escrito com coragem e dignidade: Laysa Moreira Dorneles, mulher
indígena do povo Terena, de Dourados (MS), concluiu o curso de Medicina pela
Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), formando-se em 04 de dezembro
de 2025 e tornando-se a primeira indígena da região a alcançar essa conquista.



Este feito não representa
apenas a conclusão de um curso superior. Trata-se da afirmação concreta da
presença indígena nos espaços de formação científica e nas profissões de alta
complexidade, historicamente elitizadas. A trajetória de Laysa é a superação de
barreiras estruturais, o enfrentamento do racismo institucional e a
materialização do direito à educação como instrumento de transformação social.



Ao vestir o jaleco, Laysa
carrega muito mais do que um título profissional. Ela leva consigo a memória
dos ancestrais, a força coletiva do seu povo e a responsabilidade de abrir
caminhos para as próximas gerações. Sua conquista simboliza o protagonismo
indígena que ocupa, resiste e transforma.



Este momento também dialoga
com outras trajetórias pioneiras em Mato Grosso do Sul. Em 2003, o advogado
indígena Wilson Matos concluiu o curso de Ciências Jurídicas, tornando-se o
primeiro indígena do estado a ingressar no seleto grupo dos operadores do
Direito. Sua caminhada abriu portas para que hoje outras lideranças e jovens
indígenas possam acessar a formação jurídica e atuar na defesa dos direitos dos
povos originários.



Essas conquistas revelam
que o protagonismo indígena não é apenas discurso. É prática, presença e
construção histórica. Cada indígena que rompe as barreiras do ensino superior
desafia séculos de exclusão e reafirma que o conhecimento também tem
identidade, território e ancestralidade.



Que a história de Laysa
Moreira Dorneles inspire jovens indígenas a sonharem, persistirem e acreditarem
que é possível ocupar todos os espaços. Que sua trajetória fortaleça o
compromisso coletivo com a educação, a ciência e a saúde intercultural.



Protagonismo indígena é
fazer história com coragem, competência e pertencimento.







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